O vinho é feito pela fermentação alcoólica do mosto da uva sã, fresca e madura, e que resulta em uma graduação alcoólica de 8,6% a 14% em volume. A fermentação é um processo natural que acontece quando a levedura (os micro-organismos que vivem na fruta) transforma o açúcar da uva em álcool (vinho) e anidrido carbônico (as bolhinhas ou borbulhas).
O anidrido carbônico é o que define se o vinho será um espumante ou tranquilo (o nome gourmet de um vinho sem bolhinhas) se essa substância for devolvida pela natureza, o vinho não é espumante. Outro ponto importante para destacar é que, ao contrário do que muita gente pensa, não é necessariamente a uva que dá nome a um vinho.
Então por que o vinho é nomeado com o tipo de uva? “Usar o nome das uvas para nomear um vinho é um tipo de categorização. Vale para os rótulos varietais, ou seja, que usam prioritariamente uma variedade de uva – Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, etc. Mas os vinhos também podem ser de corte (que usam diferentes uvas numa mesma garrafa), e nem por isso eles ficam sem nome”,
Vinhos brancos (frescos e minerais) são ideais para o verão e para dias mais quentes porque são muito ácidos. Essa característica dá uma sensação de frescor e, além disso, esse tipo de vinho tem um toque mineral e, por isso, possui um aroma de maresia. Se você procura um vinho para beber durante o dia e casualmente com amigos, sem acompanhar uma refeição específica, pode apostar nesse tipo.
Minha recomendação é experimentar aqueles feitos com uva Sauvignon Blanc já que não costumam custar muito caro. Vinhos brancos (frutados e maduros) se você procura um vinho mais encorpado, para tomar de noite e acompanhar refeições, mas que ainda seja leve e refrescante, pode apostar em vinhos brancos frutados e maduros.
Frutados por causa do aroma de frutas, e maduros porque sofrem um processo de envelhecimento em madeira – o que proporciona uma textura mais complexa e saborosa. Para quem está começando a beber vinho agora, a dica é investir nos rótulos feitos com uvas Chardonnay. Ela é reconhecida por ser a melhor uva para a produção de vinho branco.
Vinhos tintos (delicados e com aroma) Agora que chegamos nos vinhos tintos, a coisa fica um pouco mais complexa. Os vinhos tintos vistos como “delicados” são menos encorpados que os vinhos acima. Eles são perfeitos para quem ainda não está acostumado com sabores mais fortes.
Como não possuem muitos taninos (um fenol presente em frutas para protege-las quando ainda verdes), a boca não fica tão seca depois de beber. Eles são leves e, por isso, podem ser servidos um pouco mais gelados. Aposte na uva Pinot Noir para dias mais frios.
Vinhos tintos (frutados e suculentos) Quer um bom vinho para saborear enquanto come uma boa carne vermelha? Então, a recomendação é um vinho tinto frutado e suculento. Ele é mais forte e a presença das frutas é bem perceptível. O aroma também é forte e o sabor é mais maduro. Quando for comprar um, opte pelas uvas Malbec e Cabernet.
O seu bolso agradece,  eles não custam muito caro. Vinhos tintos (encorpados e potentes) Esse tipo de vinho não agrada todo mundo porque seu sabor é bem forte e potencializado. Vinhos tintos bem encorpados e potentes têm mais álcool e aroma de madeira. Normalmente, é o tipo de vinho preferido pelos homens para acompanhar uma refeição.
O Vinho do Porto – e vinhos portugueses em geral – são feitos com uvas Touriga Nacional. Os vinhos espanhóis, por sua vez, costumam ser produzidos com uvas Tempranillo. Ambos são ótimas representações dos vinhos mais fortes!
Aproveitem as dicas e tenham boas experiências,  apreciem com moderação .


Por Alexandre Yokoyama

Ceo YBBRIO e apreciador de vinhos

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