O mais recente relatório de compras de luxo da casa de leilões Christie’s dá conta de um aumento no número de vendas efetuadas, mas também nos próprios valores das transações realizadas ao longo de 2020, o ano da pandemia.

Comparativamente com dados de 2019, a Christie’s registou um aumento de 41% nos lotes de luxo vendidos em leilões online, verificando-se também uma subida de 82% quanto ao número de vendas de luxo transacionadas online pela leiloeira e um aumento de 205% no valor das mesmas, afirma a empresa no comunicado que dirigiu à imprensa.

Nos leilões online, onde a Christie’s assinala ainda um aumento na participação, foram vendidos 53 lotes por mais de um milhão de dólares. O relatório mostra ainda que novos máximos foram atingidos nas vendas de luxo online com 136 recordes estabelecidos em várias categorias.

Avançando alguns exemplos que ilustram os recordes, a leiloeira aponta que os leilões online de joias atingiram o seu máximo histórico com um aumento de 143% no número total de vendas. Durante um leilão da casa inglesa, em junho do ano transato, foi estabelecido o recorde de valor de uma joia vendida em leilão online, com um diamante de 28,86 quilates por 2.115 dólares.

“Num ano em que a grande maioria das nossas vendas não puderam ser realizadas presencialmente, rapidamente alargámos a nossa atuação para o online, onde já marcávamos presença nos últimos dez anos”, assinala a diretora geral global da Christie’s, Aline Sylla-Walbaum.

Imobiliário português abranda mas ainda promete

Em 2020, na Porta da Frente Christie’s, o número total de vendas rondou os 200 negócios, que foram fechados com mais de 20 nacionalidades diferentes, apesar de todas as restrições nas viagens, sendo os principais clientes de origem portuguesa, brasileira, francesa e inglesa. A principal plataforma para veicular estes negócios foi o online.

Os negócios de maior valor concretizados em 2020 foram vendas entre os quatro e sete milhões de euros, em Lisboa e Cascais. Destaca-se um imóvel vendido nesta última zona acima dos 15.000.000 euros. No primeiro trimestre de 2020, houve ainda um ligeiro aumento do preço médio de aquisição nos três escritórios (Lisboa, Cascais e Oeiras), situando-se um pouco acima de 1 milhão de euros. Já no período do primeiro confinamento, ou seja, a partir de 15 de março, embora com um volume de negócios mais baixo, o preço médio de compra foi ainda mais alto, rondando os 1,3 milhões de euros.

“Embora a pandemia tenha adiado uma série de negócios e causado um inevitável abrandamento de ritmo, o setor continuou a ser um dos motores da economia portuguesa”, lê-se no comunicado.

DEIXE UMA RESPOSTA

*

code