O setor global de perfumes teve seu valor estimado em US$ 32,8 bilhões em 2020, segundo a empresa de pesquisa de mercado Research and Markets. Só no Brasil, mesmo com a pandemia, a categoria teve um crescimento de 8,4% no ano passado, divulgou a Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Dentro desse enorme mercado, existem infinitas variações de aromas, intensidades, embalagens e, claro, preços – desde fragrâncias falsificadas às importadas, águas de colônia, body splashs, eau de toilette e eau de parfums, os valores podem divergir muito entre si. Mas existe uma categoria para poucos: os perfumes ultra-luxuosos, cujas cifras podem chegar a seis dígitos.

Para atingir preços tão exorbitantes, alguns fatores entram na conta. Um dos principais são os ingredientes, em sua maioria fragrâncias naturais mais raras ou difíceis de produzir, que podem custar uma fortuna por uma pequena quantidade ou até serem mais caras que ouro, caso do óleo oud, vendido por até US$ 80 mil o litro (mais de R$ 400 mil). Outro aroma que demanda muito trabalho para ser feito é o óleo essencial de rosa, por exemplo: são necessários 11 quilos de pétalas para produzir só 5 ml do óleo e um litro dele pode ser encontrado no Brasil por cerca de R$ 150 mil.

Para além do cheiro, outra coisa em comum entre os perfumes mais caros do mundo são seus frascos e embalagens – um espetáculo à parte. Grifes exclusivas (cujos nomes já agregam custo ao produto final) não raramente apostam em recipientes repletos de cristais, diamantes e pedras preciosas para criar perfumes que podem ser verdadeiras joias.

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